13° Capítulo/2° Temporada –
Better Than Revenge
Uma chance

Você P.O.V
Eu
não consegui esconder o medo em rosto assim que abri a porta de casa, a Marcela
me encarava com uma expressão meio brava e meio surpresa, mas logo sua
expressão mudou e ela sorriu, mas de um jeito estranho, quase forçado.
Eu:
Oi...
Marcela:
Oi SeuNome – Ela disse e passou por
mim, indo até a sala – É incrível, a casa não mudou nadinha – Ela foi direto
para a escada –
Eu:
Conhece a minha casa? – A segui até o meu quarto –
Marcela:
E o seu quarto também – Ela entrou e se sentou na minha cama, eu não tive
coragem de dizer nada, se ela disse aquilo é porque sabia quem era eu, me
encostei no batente da porta e a encarei – Então, pode falar qual é plano.
Eu:
Não tem plano.
Marcela:
Acha mesmo que eu vou acreditar que a garota que mais me odeia está andando
comigo só porque quer ser minha amiguinha de novo? – Ela parecia um pouco
brava, mas logo recuperou a pose –
Eu:
É isso – Menti –
Marcela:
Como é?
Eu:
Eu sinceramente fiquei surpresa quando você não me reconheceu, então notei que
foi melhor assim e foi você que começou a falar comigo...
Marcela:
Ta dizendo que a culpa é minha?
Eu:
Mas ou menos, é que... Eu não queria que se lembrasse e achei que assim
teríamos mais uma chance, podíamos voltar a ser amigas – Até eu estranhei me
ouvir falando aquilo – Eu estava te dando mais uma chance.
Ela me olhou com uma cara de “Você quer
mesmo que eu acredite nisso?”, mas eu não me atrevi a dizer mais nada. Eu
honestamente não sabia por que estava fazendo aquilo, eu não tinha mais porque
ter medo de contar a verdade, eu não tinha o que mais me importava que era o
Michael. Voltei e olhar pra ela que agora já estava em pé e mexendo em uma
caixa na minha cômoda, a caixa que estavam as minhas fotos.
Eu:
Se não quiser acreditar tudo bem, eu não importo – Eu saí do quarto, voltei
para a sala e me sentei no sofá, eu queria ter que lidar com ela naquela hora,
eu só queria ficar sozinha um pouco, mas então ela aparece na sala de novo com
uma cara estranha – Olha, eu vou pra casa, ta?
Marcela:
Por quê? Eu odiaria a pessoa que fizesse aquilo comigo.
Eu:
Eu não sei, ta bom? Só achei que eu fosse capaz de... perdoar – Mas uma vez eu
estranhei me ouvir falando aquilo –
Marcela:
Tudo bem, eu vou pra casa – Foi em direção à porta –
Eu não disse nada, apenas observei em
quanto ela saia. Me surpreendi com o que eu disse sobre perdoar, talvez esse
seja o meu problema, eu não consigo perdoar ela, mas eu acho que deveria
tentar... Eu sei que tinha planejado passar a noite naquela casa, mas depois
disso tudo isso não seria nada agradável, então eu saí e fui para casa.
Mas antes de eu entrar no meu prédio vi o
Michael, ele estava sentado em um banco e com os braços cruzados por conta do
frio, olhava para o chão de um jeito estranho e assim que ele me viu se
aproximando ficou me encarando. Só que eu naquele momento estava cansada de me
humilhar, então passei direto por ele e chamei o elevador e esperei.
Michael:
É impressão minha ou você desistiu de mim? – Ele estava em pé ao meu lado –
Eu:
Só estou cansada de insistir em algo que sei que não vai dar certo – Respondi
sem o olhar, o elevador chegou e eu entrei, o ouvi rindo e ele entrou no
elevador comigo – O que foi? Vai fazer uma visita para o seu amigo Pedro?
Michael:
Eu... Escuta, da pra não dificultar as coisas? – Eu o olhei confusa e ele
apertou um botão qualquer do elevador – Eu quero dar mais um chance pra você...
Pra nós dois.
Eu:
Sério? – Sorri e ele balançou a cabeça positivamente –
Michael:
É sério, SeuNome. Eu ainda estou muito magoado, mas eu... Estou disposto a
tentar fazer isso dar certo.
Eu não conseguia para de sorrir, olhei
para ele que já estava me olhando e sorrindo também, só que mais discreto, ele
colocou a mão na minha cintura e me puxou para um abraço. Ficamos assim,
abraçados por um longo tempo, eu me sentia tão bem perto dele, o seu abraço
fazia eu me sentir mais segura, por um segundo até esqueci do que acabara de
acontecer. A porta do elevador se abriu quase que nos despertando de um transe,
nós nos separamos e olhamos para fora.
Eu:
Onde estamos?
Michael:
Acho que no terraço – Segurou a minha mão e me puxou para fora do elevador – Eu
nunca vim aqui antes.
Eu:
Nem eu, mas vamos descer até meu apartamento, acho que não podemos ficar aqui.
Michael:
Ninguém vai saber, vem.
Ele segurou minha mão, eu me senti tão bem
com aquilo que nem pensei em discutir, Michael me guio pela sala meio escura
até uma porta com uma placa escrito claramente “ZONA PROIBIDA”, ele abriu a
porta com dificuldade e nós saímos. Era uma vista incrível, dava pra ver boa
parte da cidade e até o mar lá longe, simplesmente incrível mesmo, Michael me
puxou até o murinho da beirada e nos sentamos encostados no mesmo, ele me
abraçou de lado e ficamos lá curtindo a vista.
Eu:
Por que mudou de idéia? Eu falei com você ainda hoje e parecia decidido.
Não queria estragar o momento, mas
precisava saber. Ele soltou um longo suspiro e então olhou em meus olhos, oh...
Deus sabe como isso me mata por dentro. Ele pressionou seus lábios nos meus
devagar mais não me beijou, foi apenas um selinho.
Michael:
Percebi que... Não consigo viver sem você – Eu sorri – Não sei se vou conseguir
esquecer o que você fez, mas... Eu quero tentar. Eu amo você.
Eu:
Obrigada... – Digo ainda sorrindo e ele pressionou nossos lábios de novo – Eu
também te amo... Prometo que nunca mais minto pra você.
Michael:
Eu sinceramente não sei se posso acreditar em você – Ele disse triste e eu não
consegui falar nada – Mas eu juro que vou tentar.
Eu:
Tudo bem, eu te entendo e... sei que mereço isso... Me desculpa...
Michael:
Ta...
Continuamos nos encarando, mas então ele
sorriu e me beijou, finalmente eu estava sentindo aquele beijo de novo, durante
o beijo ele acariciava o meu rosto tão calmo e doce, que parecia que eu estava
sonhando, é esse o efeito que ele tem sobre mim. Então separamos o beijo e
ficamos sorrindo um para o outro, até lembrar de uma coisa, eu precisava
contar.
Eu:
Olha, eu não te disse isso antes, mas não quero mais mentir... É que antes
daquela festa e de tudo isso eu tinha visto a Marcela com o Thomas, não era
justo ela fazer aquilo com você – Ele se afastou um pouco e me olhou sério –
Michael:
Isso é verdade? Por que nunca me disse?
Eu:
Me desculpa, não vai ficar com raiva de mim de novo, vai? – Perguntei com medo
e ele balançou a cabeça –
Michael:
Não, fique calma, eu só... Nossa, eu nem imaginava, mas acho que não me
importo, acho até melhor assim – Eu fiz uma cara confusa e ele explicou: – É
que eu me sinto menos culpado se ela tem alguém também, significa que quando eu
a deixar ela não vai ficar sozinha, entende?
Eu:
Entendo... É mesmo melhor assim.
Michael:
- Ele soltou um pequeno riso, quase imperceptível – Pensei que a odiasse.
Eu:
Eu odiava, mas estou começando a pensar em... Perdoá-la. Essa história de
vingança não me levará a nada, eu juro que me arrependo de tudo aquilo.
Michael:
Ta certa – Sorriu – E eu espero que se entendam.
Eu:
É, só que... – Olhei pra baixo envergonhada – Acabei de mentir para ela, mais
uma vez... Ela já sabe que sou eu, mas eu disse que queria voltar a ser amiga
dela, eu não queria te entregar, me desculpa.
Michael:
Tudo bem, nós vamos contar pra ela juntos – O olhei assustada – É isso mesmo e
espero que seja logo.
Eu:
Como quiser...
Michael:
Agora vem aqui – Ele me beijou de novo, fazendo eu esquecer até do assunto da
nossa conversa – Nossa, não acredito que consegui resistir por tanto tempo,
senti tanto a sua falta.
Eu sorri e nos beijamos de novo, parecia
que queríamos compensar o tempo todo que ficamos longe um do outro. Então
paramos para pegar fôlego e ele abriu aquele sorriso que eu considero o mais
lindo do mundo, me abraçou de lado e nós ficamos a tarde toda lá, apenas
observando a vista e matando a saudade com beijos hora ou outra. Eu estava tão
feliz que é impossível explicar, só de uma coisa eu tinha certeza, tinha
certeza de que nunca mais iria mentir pra ele, nunca, não vou desperdiçar essa
chance.
Continua...
Nenhum comentário:
Postar um comentário