quinta-feira, 14 de novembro de 2013

11° Capítulo/ 2° Temporada – Better Than Revenge

Nunca mais repita isso
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Michael P.O.V
Hoje a SeuNome veio mais uma vez tentar me fazer perdoá-la, o problema é que... Está ficando cada vez mais difícil dizer não, a cada dia que passo sem ela a dor aumenta e eu pensei que com o tempo diminuiria. Cheguei a um ponto em que eu, particularmente, não achei que chegaria, estou começando a ignorar as pessoas, todo mundo, até meus amigos, tenho ficado o tempo todo isolado no meu apartamento e quando alguém chega lá para me visitar invento que tenho que sair e fico andando sem rumo, as vezes de skate, as vezes a pé mesmo, é estranho logo eu ser assim, normalmente sou o mais animada e tagarela da banda e agora não tenho paciência nem para conversar com as pessoas, eu simplesmente fujo delas.
    Ultimamente o que mais tem me acalmado é andar de skate, então depois que eu falei com a SeuNome hoje fui para a pista de skate, com a esperança de não ter ninguém conhecido lá, para eu poder ficar em paz. Cheguei lá e desanimei assim que vi o Gui e o Jonathan, tentei ir embora antes que eles me vissem, mas não deu certo, o Jonathan me viu, falou com o Gui e os dois vieram até mim.

Jonathan: Mike, você por aqui? – Disse meio surpreso –
Eu: Qual é a surpresa? – Perguntei entediado –
Jonathan: É que você tem andado meio sumido... Ta melhor?
Eu: Estou ótimo – Menti e me virei – Mas eu tenho que ir agora.
Jonathan: Mas você mal chegou – Eu suspirei e o olhei de novo –
Eu: É que acabei de me lembrar que tenho um compromisso – Tento me explicar –
Guilherme: A qual é? Ta na cara que está arrumando desculpa – Disse pela primeira vez – Eu sei porque você está assim e vou te dizer uma coisa, não vale a pena!
Eu: Do que está falando? – Digo tentando esconder o medo –
Jonathan: É cara, se ta falando de que? – Diz olhando pra ele, o Gui ignorou o Jonny e continuou olhando sério pra mim –
Guilherme: Você sabe muito bem do que estou falando, Michael, ou melhor, de quem.

     Eu arregalei os olhos e continuei sem dizer nada, me virei para sair andando, é eu ia sair andando, não ia ficar ali, nada do que ele pudesse dizer iria fazer eu me sentir melhor, mas assim que dei o primeiro passo ele disse uma coisa.

Guilherme: Estou tentando te ajudar, Michael e aquela vadia não vale a pena, escuta o que estou te falando – Parei de andar automaticamente e me virei devagar para ele –
Eu: O que você disse? – Eu disse tentando controlar a raiva –
Guilherme: Que você não pode ficar se destruindo por causa daquela menina.
Jonathan: Espera aí gente, vocês estão falando da Marcela? – O ignoramos –
Eu: Escuta aqui, Guilherme – Eu me aproximei dele ficando cara a cara – Nunca mais repita isso, ouviu? Nunca!
Guilherme: Vai defender ela?! Michael, não vê o que ela está fazendo? Ela está te afastando dos seus amigos.
Eu: Não! Ela não tem nada a ver com isso – Eu menti em partes, mas dane-se, ele riu –
Guilherme: Isso já está ficando ridículo, você tem que esquecer essa vadia e... – Ele não pode terminar sua frase porque foi interrompido por um soco meu –
Jonathan: Michael! – Ele disse surpreso e foi ajudar o Gui que estava caído no chão com a mão no nariz – Ficou doido?
Eu: Eu... Isso foi... Me desculpa...

     Só consegui sair correndo dali, eu não teria cara para ficar e tentar me desculpar com ele, se bem que... Ele não merece que eu me desculpa, quem ele pensa que é pra falar daquela forma dela? Ta, eu sei que a minha atitude foi precipitada, mas eu não consegui evitar, quando me dei por mim eu já tinha feito e acho que... Acho que faria de novo, simplesmente não suporto ouvir alguém falando mal dela assim. Que raiva! Eu não deveria pensar assim mais, eu não deveria nem pensar nela, ela me usou e não tem como esquecer isso, só que... Não posso negar que ainda a amo e muito...

Você P.O.V
Eu já estava cansada de tentar me redimir com o Michael, perdi a conta de quantas vezes fui atrás dele essa semana, mas não tem como eu simplesmente desistir, não consigo ficar bem sem ele, não consigo ficar sem o cara que eu amo mais, eu preciso dele e não quero desistir, apesar de eu saber que é preciso, acho que isso tudo não vai me levar a nada.
     E não há nada pior do que quando você chegar em casa encontrar logo a ultima pessoa que deseja ver na vida, a Marcela estava lá com o Pedro, mas por que diabos esse menino continua falando com ela? Que droga, depois de ser bem grossa eu fui para o meu quarto, eu não estava com paciência para aturar ela e nem para contar tudo, ok, eu acho que o fundo estou com medo de fazer isso, não sei porque mas estou e não me importo em adiar o máximo possível.
     Fiquei jogada na cama por uns vinte minutos, até decidir uma coisa e acho que até me faria bem, fazia tempo que eu não ia lá mesmo. Me levantei e saí do quarto, Pedro estava na sala e parecia sério, assim que me viu virou sua atenção pra mim.

Pedro: A gente tem que conversar – Disse firme –
Eu: A gente tem que conversar agora?
Pedro: É melhor... – O olhei e ele continuava sério, me sentei no sofá e esperei ele falar – É que... Bom, nós não estamos mais namorando oficialmente e... Acho que já está na hora de eu ir embora, não quero ficar me aproveitando da sua boa vontade – Eu tentou disfarçar rindo – Você entende, não é?
Eu: Pedro, eu sinceramente não me importo que você fique, mas entendo que deve estar sendo chato dormir no sofá e ter que aturar eu de mau humor.
Pedro: Não é isso... Eu gosto do seu sofá – Ele riu –
Eu: Pedro, me fala uma coisa, mas eu quero a verdade, ta?
Pedro: Tudo bem... – Diz ele meio ressentido –
Eu: Não está assim por causa dela, não é?
Pedro: Por causa de quem?
Eu: Da Marcela...
Pedro: Não... Eu... Acho que não – Ele parecia meio confuso –
Eu: Tudo bem, eu acho que já me acostumei – Digo e olho para baixo, tentando esconder o quanto aquilo me destruía – Essa garota tem o dom de fazer meus namorados se apaixonarem por ela...
Pedro: E você tem o dom de fazer com que o namorado dela ame você.
Eu: Também tenho o dom de ser burra o bastante para amá-lo também – Digo pra mim mesma e em seguida me levanto – Só vê se toma cuidado com ela, ta bom? Você sabe tudo que ela fez...
Pedro: Tudo bem... Onde vai?
Eu: Eu vou à minha antiga casa... Vou passar a noite lá – Eu já estava na porta –
Pedro: Sério? Por quê?
Eu: Não sei... Eu só sei que preciso ir pra lá.
Pedro: Ah, tudo bem, até mais.
Eu: Ainda vai estar aqui quando eu voltar, não vai?
Pedro: Acho que sim – Ele riu –

     Eu ri meio que forçada também e saí, forçada porque eu aço que ainda estava triste demais, eu não conseguia ficar nem dez minutos sem me lembrar. E agora eu tenho certeza de que o Pedro gosta dela, isso só faz a minha raiva voltar, mas eu cheguei a um ponto em que não me importo mais em me vingar, eu só preciso não pensar mais no que aquela garota me fez.
     Peguei um táxi até a minha rua, só que eu desci mais pra cima, eu queria passar na casa do Rafa, fazia tempo que eu não conversava com ele direito... Só que ele não estava em casa, então fui direto para minha casa. Chegando lá eu fui direto para o quarto da minha mãe, me deitei na cama dela abracei o travesseiro e tentei pensar em alguma lembrança boa que eu tinha com ela. Mas não durou muito tempo, porque a campainha tocou, me levantei e fui atender, pensando em quem poderia ser, ninguém alem do Pedro sabia que eu estava ali, então não imaginava de jeito nenhum quem seria.

Continua...

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