segunda-feira, 18 de novembro de 2013

13° Capítulo/2° Temporada – Better Than Revenge

Uma chance
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Você P.O.V
Eu não consegui esconder o medo em rosto assim que abri a porta de casa, a Marcela me encarava com uma expressão meio brava e meio surpresa, mas logo sua expressão mudou e ela sorriu, mas de um jeito estranho, quase forçado.

Eu: Oi...
Marcela: Oi SeuNome – Ela disse e passou por mim, indo até a sala – É incrível, a casa não mudou nadinha – Ela foi direto para a escada –
Eu: Conhece a minha casa? – A segui até o meu quarto –
Marcela: E o seu quarto também – Ela entrou e se sentou na minha cama, eu não tive coragem de dizer nada, se ela disse aquilo é porque sabia quem era eu, me encostei no batente da porta e a encarei – Então, pode falar qual é plano.
Eu: Não tem plano.
Marcela: Acha mesmo que eu vou acreditar que a garota que mais me odeia está andando comigo só porque quer ser minha amiguinha de novo? – Ela parecia um pouco brava, mas logo recuperou a pose –
Eu: É isso – Menti –
Marcela: Como é?
Eu: Eu sinceramente fiquei surpresa quando você não me reconheceu, então notei que foi melhor assim e foi você que começou a falar comigo...
Marcela: Ta dizendo que a culpa é minha?
Eu: Mas ou menos, é que... Eu não queria que se lembrasse e achei que assim teríamos mais uma chance, podíamos voltar a ser amigas – Até eu estranhei me ouvir falando aquilo – Eu estava te dando mais uma chance.

     Ela me olhou com uma cara de “Você quer mesmo que eu acredite nisso?”, mas eu não me atrevi a dizer mais nada. Eu honestamente não sabia por que estava fazendo aquilo, eu não tinha mais porque ter medo de contar a verdade, eu não tinha o que mais me importava que era o Michael. Voltei e olhar pra ela que agora já estava em pé e mexendo em uma caixa na minha cômoda, a caixa que estavam as minhas fotos.

Eu: Se não quiser acreditar tudo bem, eu não importo – Eu saí do quarto, voltei para a sala e me sentei no sofá, eu queria ter que lidar com ela naquela hora, eu só queria ficar sozinha um pouco, mas então ela aparece na sala de novo com uma cara estranha – Olha, eu vou pra casa, ta?
Marcela: Por quê? Eu odiaria a pessoa que fizesse aquilo comigo.
Eu: Eu não sei, ta bom? Só achei que eu fosse capaz de... perdoar – Mas uma vez eu estranhei me ouvir falando aquilo –
Marcela: Tudo bem, eu vou pra casa – Foi em direção à porta –

     Eu não disse nada, apenas observei em quanto ela saia. Me surpreendi com o que eu disse sobre perdoar, talvez esse seja o meu problema, eu não consigo perdoar ela, mas eu acho que deveria tentar... Eu sei que tinha planejado passar a noite naquela casa, mas depois disso tudo isso não seria nada agradável, então eu saí e fui para casa.
     Mas antes de eu entrar no meu prédio vi o Michael, ele estava sentado em um banco e com os braços cruzados por conta do frio, olhava para o chão de um jeito estranho e assim que ele me viu se aproximando ficou me encarando. Só que eu naquele momento estava cansada de me humilhar, então passei direto por ele e chamei o elevador e esperei.

Michael: É impressão minha ou você desistiu de mim? – Ele estava em pé ao meu lado –
Eu: Só estou cansada de insistir em algo que sei que não vai dar certo – Respondi sem o olhar, o elevador chegou e eu entrei, o ouvi rindo e ele entrou no elevador comigo – O que foi? Vai fazer uma visita para o seu amigo Pedro?
Michael: Eu... Escuta, da pra não dificultar as coisas? – Eu o olhei confusa e ele apertou um botão qualquer do elevador – Eu quero dar mais um chance pra você... Pra nós dois.
Eu: Sério? – Sorri e ele balançou a cabeça positivamente –
Michael: É sério, SeuNome. Eu ainda estou muito magoado, mas eu... Estou disposto a tentar fazer isso dar certo.

      Eu não conseguia para de sorrir, olhei para ele que já estava me olhando e sorrindo também, só que mais discreto, ele colocou a mão na minha cintura e me puxou para um abraço. Ficamos assim, abraçados por um longo tempo, eu me sentia tão bem perto dele, o seu abraço fazia eu me sentir mais segura, por um segundo até esqueci do que acabara de acontecer. A porta do elevador se abriu quase que nos despertando de um transe, nós nos separamos e olhamos para fora.

Eu: Onde estamos?
Michael: Acho que no terraço – Segurou a minha mão e me puxou para fora do elevador – Eu nunca vim aqui antes.
Eu: Nem eu, mas vamos descer até meu apartamento, acho que não podemos ficar aqui.
Michael: Ninguém vai saber, vem.

     Ele segurou minha mão, eu me senti tão bem com aquilo que nem pensei em discutir, Michael me guio pela sala meio escura até uma porta com uma placa escrito claramente “ZONA PROIBIDA”, ele abriu a porta com dificuldade e nós saímos. Era uma vista incrível, dava pra ver boa parte da cidade e até o mar lá longe, simplesmente incrível mesmo, Michael me puxou até o murinho da beirada e nos sentamos encostados no mesmo, ele me abraçou de lado e ficamos lá curtindo a vista.

Eu: Por que mudou de idéia? Eu falei com você ainda hoje e parecia decidido.

     Não queria estragar o momento, mas precisava saber. Ele soltou um longo suspiro e então olhou em meus olhos, oh... Deus sabe como isso me mata por dentro. Ele pressionou seus lábios nos meus devagar mais não me beijou, foi apenas um selinho.

Michael: Percebi que... Não consigo viver sem você – Eu sorri – Não sei se vou conseguir esquecer o que você fez, mas... Eu quero tentar. Eu amo você.
Eu: Obrigada... – Digo ainda sorrindo e ele pressionou nossos lábios de novo – Eu também te amo... Prometo que nunca mais minto pra você.
Michael: Eu sinceramente não sei se posso acreditar em você – Ele disse triste e eu não consegui falar nada – Mas eu juro que vou tentar.
Eu: Tudo bem, eu te entendo e... sei que mereço isso... Me desculpa...
Michael: Ta...

     Continuamos nos encarando, mas então ele sorriu e me beijou, finalmente eu estava sentindo aquele beijo de novo, durante o beijo ele acariciava o meu rosto tão calmo e doce, que parecia que eu estava sonhando, é esse o efeito que ele tem sobre mim. Então separamos o beijo e ficamos sorrindo um para o outro, até lembrar de uma coisa, eu precisava contar.

Eu: Olha, eu não te disse isso antes, mas não quero mais mentir... É que antes daquela festa e de tudo isso eu tinha visto a Marcela com o Thomas, não era justo ela fazer aquilo com você – Ele se afastou um pouco e me olhou sério –
Michael: Isso é verdade? Por que nunca me disse?
Eu: Me desculpa, não vai ficar com raiva de mim de novo, vai? – Perguntei com medo e ele balançou a cabeça –
Michael: Não, fique calma, eu só... Nossa, eu nem imaginava, mas acho que não me importo, acho até melhor assim – Eu fiz uma cara confusa e ele explicou: – É que eu me sinto menos culpado se ela tem alguém também, significa que quando eu a deixar ela não vai ficar sozinha, entende?
Eu: Entendo... É mesmo melhor assim.
Michael: - Ele soltou um pequeno riso, quase imperceptível – Pensei que a odiasse.
Eu: Eu odiava, mas estou começando a pensar em... Perdoá-la. Essa história de vingança não me levará a nada, eu juro que me arrependo de tudo aquilo.
Michael: Ta certa – Sorriu – E eu espero que se entendam.
Eu: É, só que... – Olhei pra baixo envergonhada – Acabei de mentir para ela, mais uma vez... Ela já sabe que sou eu, mas eu disse que queria voltar a ser amiga dela, eu não queria te entregar, me desculpa.
Michael: Tudo bem, nós vamos contar pra ela juntos – O olhei assustada – É isso mesmo e espero que seja logo.
Eu: Como quiser...
Michael: Agora vem aqui – Ele me beijou de novo, fazendo eu esquecer até do assunto da nossa conversa – Nossa, não acredito que consegui resistir por tanto tempo, senti tanto a sua falta.

     Eu sorri e nos beijamos de novo, parecia que queríamos compensar o tempo todo que ficamos longe um do outro. Então paramos para pegar fôlego e ele abriu aquele sorriso que eu considero o mais lindo do mundo, me abraçou de lado e nós ficamos a tarde toda lá, apenas observando a vista e matando a saudade com beijos hora ou outra. Eu estava tão feliz que é impossível explicar, só de uma coisa eu tinha certeza, tinha certeza de que nunca mais iria mentir pra ele, nunca, não vou desperdiçar essa chance.

Continua...
12° Capítulo/2° Temporada – Better Than Revenge

Melhor agora
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                                           Michael P.O.V
Eu fui direto para casa depois daquele “desentendimento” com o Gui, ainda não acreditava que eu pude fazer aquilo com o meu melhor amigo. Estava jogado no sofá quando ouço a campainha, me levantei e fui atender mesmo não querendo e quando abri a porta lá estava o Jonny com uma cara séria, eu abri espaço para ele e esperei que o Gui aparecesse, mas pelo que parece ele estava sozinho.

Jonathan: O Gui foi para a casa dele – Oh, ele lê mentes... Então se sentou no sofá – Vai, pode falar o que ta acontecendo com você.
Eu: Não está acontecendo nada... – Me sentei também, só que o mais longe possível dele –
Jonathan: Estou falando sério, Michael, você não pode ficar assim por causa da SeuNome.
Eu: O que? A SeuNome? De que está falando? – Tentei disfarçar da forma mais ridícula possível –
Jonathan: É, eu sei sobre vocês.
Eu: O Gui te contou, né?
Jonathan: Não, eu já sabia que vocês tinham alguma coisa, ele só confirmou – Ele me explicou e eu continuei em silêncio – Sabe o que mais ele me contou?
Eu: Não sei...
Jonathan: Ele contou que a SeuNome não fez isso porque gosta de você, ela só fez isso porque queria se vingar da Marcela...
Eu: Como ele sabia?!
Jonathan: Não sei, mas você já sabia?
Eu: Sim, ela mesma me contou.
Jonathan: Ela te contou? Por que ela faria isso? É doida por acaso?
Eu: Não, Jonathan, ela só não queria mais mentir pra mim – O que? Por que eu ainda a defendo? Ela me usou – É só isso?
Jonathan: Ok, já vi que você não quer conversar, mas me diz uma coisa, se ela te contou tudo é por que gosta de você, não é? Então por que ta assim tão mal?
Eu: Estou mal porque ela não está aqui comigo – Admito olhando para minhas próprias mãos –
Jonathan: Já entendi... Você ficou com raiva não é? Eu entendo, se fosse comigo também ficaria, só que acho que você podia muito bem engolir esse orgulho e dar outra chance. Só não acho certo vocês continuarem mentindo para a Marcela.
Eu: Eu também não acho certo, mas o Jason não deixa eu terminar com ela, eu já não sei o que fazer, Jonathan, me ajuda?
Jonathan: - Ele riu – Sabe? Eu nunca deixaria que o Jason decidisse com quem eu devo ou não ficar, o que ele pode fazer afinal? Te tirar da banda? – Eu ri meio forçado – Eu vou tentar falar com ele, ta bom?
Eu: Ta... E eu... Eu vou falar com a Marcela.
Jonathan: E...?
Eu: E depois com a SeuNome – Sorri, foi mais pra mim mesmo que pra ele – Ou talvez eu fale com a SeuNome primeiro, não sei – Nós dois rimos - Valeu, Jonny.
Jonathan: Amigos são pra isso – Ele disse se levantando – Já estou indo, preciso conversar com o Gui agora – Disse com cara de tédio –
Eu: Ah, diz pra ele que eu sinto muito.

     Ele assentiu com a cabeça e saiu de vez. Eu me joguei de novo no sofá e fiquei pensando, é, eu vou esclarecer essa história com a Marcela, mas não precisa ser nesse momento, posso deixar pra mais tarde, no momento só quero pensar em como vou fazer isso.

Isah P.O.V
Estava no sofá da casa do Igor com ele, estávamos assistindo um filme, só que não estávamos juntos nem nada, eu não sei o que esta acontecendo, mas parece que estamos cada vez mais afastados um do outro e eu, sinceramente, não me importo, acho que está melhor assim, acho que isso tudo foi só um erro.

Igor: Isah, a gente precisa conversar – Ele disse do nada –
Eu: Agora? – Não me atrevi a olhar pra ele –
Igor: É, é importante.
Eu: não pode esperar acabar o filme?
Igor: Não, tem que ser agora.
Eu: Mas já está quase... – Ele me interrompeu –
Igor: Isah, eu quero terminar – Ele disse firme e eu finalmente tive coragem de olhar pra ele – Isso que nós temos não é real, eu sinto muito.
Eu: Igor, ta falando sério?
Igor: Estou.
Eu: Por quê? Foi você que insistiu nisso, lembra? – Eu parecia estar calma, mas na verdade estava muito confusa –
Igor: Eu sei, mas é que... Isso não está dando certo, nós até ficamos pelo motivo errado, queria que tivesse sido diferente, me desculpe.
Eu: Você está certo – Eu sorri e me levantei – Eu já vou, ta?
Igor: Já? Mas a gente nem discutiu nem nada, não deveria ter pelo menos uma briga?
Eu: Você quer brigar? - Eu ri e ele negou com a cabeça – Então, também não quero brigar e eu, sinceramente, concordo com você, eu estava me sentindo presa...
Igor: Sério? – Ele se levantou e ficou de frente pra mim – Eu também estava me sentindo assim, obrigado por não brigar.
Eu: Eu preciso ir agora.
Igor: Posso saber pra que tanta pressa?
Eu: - Sorri – Eu preciso fazer uma coisa que já deveria ter feito a muito tempo.

     Eu saí da casa dele sorrindo feito uma boba. Subi a rua sem ao menos pensar duas vezes, eu precisava fazer aquilo, já não saia da minha cabeça há muito tempo. Respirei fundo antes de apertar a campainha daquela casa, o Rafa atendeu a porta e estava com cara de sono, ele me olhou confuso, mas sorrindo.

Rafa: Oi, o que... – Eu o calei com um beijo e, ao contrário do que eu imaginei, ele não separou o beijo, só me abraçou e me puxou para dentro ainda me beijando, Rafa me prendeu na porta e separamos o beijo – Eu... Não sei o que está acontecendo, mas eu sinceramente não me importo – Eu ri e continuamos nos beijando –
Eu: Eu quero te dizer uma coisa – Digo após pararmos o beijo mais uma vez, ele me encarou esperando eu dizer alguma coisa – Eu... amo você, Rafa – Confesso corando e vejo ele abrindo o sorriso mais lindo do mundo –
Rafa: Também amo você – Voltou a me beijar quase que imediatamente – Mas e o Igor?
Eu: Nós terminamos – Olhei pra baixo – Só que... Você está com a Juh, não é? Não podemos.
Rafa: Ta falando sério? Eu até gosto dela, mas só fiquei com ela porque não tinha você... Então eu vou terminar tudo, de preferência agora mesmo – Ele me disse rindo –
Eu: Não, agora não, só fica comigo – Ele sorriu e me puxou até o sofá –
Rafa: Ta.

     Nós ficamos a tarde toda lá, só conversando e curtindo um ao outro. Eu nem acredito que tive coragem de dizer tudo o que sinto por ele, parece que isso estava entalado na minha garganta há muito tempo, agora... Eu nem sei descrever como me sinto, estou tão feliz.

Continua...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

11° Capítulo/ 2° Temporada – Better Than Revenge

Nunca mais repita isso
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Michael P.O.V
Hoje a SeuNome veio mais uma vez tentar me fazer perdoá-la, o problema é que... Está ficando cada vez mais difícil dizer não, a cada dia que passo sem ela a dor aumenta e eu pensei que com o tempo diminuiria. Cheguei a um ponto em que eu, particularmente, não achei que chegaria, estou começando a ignorar as pessoas, todo mundo, até meus amigos, tenho ficado o tempo todo isolado no meu apartamento e quando alguém chega lá para me visitar invento que tenho que sair e fico andando sem rumo, as vezes de skate, as vezes a pé mesmo, é estranho logo eu ser assim, normalmente sou o mais animada e tagarela da banda e agora não tenho paciência nem para conversar com as pessoas, eu simplesmente fujo delas.
    Ultimamente o que mais tem me acalmado é andar de skate, então depois que eu falei com a SeuNome hoje fui para a pista de skate, com a esperança de não ter ninguém conhecido lá, para eu poder ficar em paz. Cheguei lá e desanimei assim que vi o Gui e o Jonathan, tentei ir embora antes que eles me vissem, mas não deu certo, o Jonathan me viu, falou com o Gui e os dois vieram até mim.

Jonathan: Mike, você por aqui? – Disse meio surpreso –
Eu: Qual é a surpresa? – Perguntei entediado –
Jonathan: É que você tem andado meio sumido... Ta melhor?
Eu: Estou ótimo – Menti e me virei – Mas eu tenho que ir agora.
Jonathan: Mas você mal chegou – Eu suspirei e o olhei de novo –
Eu: É que acabei de me lembrar que tenho um compromisso – Tento me explicar –
Guilherme: A qual é? Ta na cara que está arrumando desculpa – Disse pela primeira vez – Eu sei porque você está assim e vou te dizer uma coisa, não vale a pena!
Eu: Do que está falando? – Digo tentando esconder o medo –
Jonathan: É cara, se ta falando de que? – Diz olhando pra ele, o Gui ignorou o Jonny e continuou olhando sério pra mim –
Guilherme: Você sabe muito bem do que estou falando, Michael, ou melhor, de quem.

     Eu arregalei os olhos e continuei sem dizer nada, me virei para sair andando, é eu ia sair andando, não ia ficar ali, nada do que ele pudesse dizer iria fazer eu me sentir melhor, mas assim que dei o primeiro passo ele disse uma coisa.

Guilherme: Estou tentando te ajudar, Michael e aquela vadia não vale a pena, escuta o que estou te falando – Parei de andar automaticamente e me virei devagar para ele –
Eu: O que você disse? – Eu disse tentando controlar a raiva –
Guilherme: Que você não pode ficar se destruindo por causa daquela menina.
Jonathan: Espera aí gente, vocês estão falando da Marcela? – O ignoramos –
Eu: Escuta aqui, Guilherme – Eu me aproximei dele ficando cara a cara – Nunca mais repita isso, ouviu? Nunca!
Guilherme: Vai defender ela?! Michael, não vê o que ela está fazendo? Ela está te afastando dos seus amigos.
Eu: Não! Ela não tem nada a ver com isso – Eu menti em partes, mas dane-se, ele riu –
Guilherme: Isso já está ficando ridículo, você tem que esquecer essa vadia e... – Ele não pode terminar sua frase porque foi interrompido por um soco meu –
Jonathan: Michael! – Ele disse surpreso e foi ajudar o Gui que estava caído no chão com a mão no nariz – Ficou doido?
Eu: Eu... Isso foi... Me desculpa...

     Só consegui sair correndo dali, eu não teria cara para ficar e tentar me desculpar com ele, se bem que... Ele não merece que eu me desculpa, quem ele pensa que é pra falar daquela forma dela? Ta, eu sei que a minha atitude foi precipitada, mas eu não consegui evitar, quando me dei por mim eu já tinha feito e acho que... Acho que faria de novo, simplesmente não suporto ouvir alguém falando mal dela assim. Que raiva! Eu não deveria pensar assim mais, eu não deveria nem pensar nela, ela me usou e não tem como esquecer isso, só que... Não posso negar que ainda a amo e muito...

Você P.O.V
Eu já estava cansada de tentar me redimir com o Michael, perdi a conta de quantas vezes fui atrás dele essa semana, mas não tem como eu simplesmente desistir, não consigo ficar bem sem ele, não consigo ficar sem o cara que eu amo mais, eu preciso dele e não quero desistir, apesar de eu saber que é preciso, acho que isso tudo não vai me levar a nada.
     E não há nada pior do que quando você chegar em casa encontrar logo a ultima pessoa que deseja ver na vida, a Marcela estava lá com o Pedro, mas por que diabos esse menino continua falando com ela? Que droga, depois de ser bem grossa eu fui para o meu quarto, eu não estava com paciência para aturar ela e nem para contar tudo, ok, eu acho que o fundo estou com medo de fazer isso, não sei porque mas estou e não me importo em adiar o máximo possível.
     Fiquei jogada na cama por uns vinte minutos, até decidir uma coisa e acho que até me faria bem, fazia tempo que eu não ia lá mesmo. Me levantei e saí do quarto, Pedro estava na sala e parecia sério, assim que me viu virou sua atenção pra mim.

Pedro: A gente tem que conversar – Disse firme –
Eu: A gente tem que conversar agora?
Pedro: É melhor... – O olhei e ele continuava sério, me sentei no sofá e esperei ele falar – É que... Bom, nós não estamos mais namorando oficialmente e... Acho que já está na hora de eu ir embora, não quero ficar me aproveitando da sua boa vontade – Eu tentou disfarçar rindo – Você entende, não é?
Eu: Pedro, eu sinceramente não me importo que você fique, mas entendo que deve estar sendo chato dormir no sofá e ter que aturar eu de mau humor.
Pedro: Não é isso... Eu gosto do seu sofá – Ele riu –
Eu: Pedro, me fala uma coisa, mas eu quero a verdade, ta?
Pedro: Tudo bem... – Diz ele meio ressentido –
Eu: Não está assim por causa dela, não é?
Pedro: Por causa de quem?
Eu: Da Marcela...
Pedro: Não... Eu... Acho que não – Ele parecia meio confuso –
Eu: Tudo bem, eu acho que já me acostumei – Digo e olho para baixo, tentando esconder o quanto aquilo me destruía – Essa garota tem o dom de fazer meus namorados se apaixonarem por ela...
Pedro: E você tem o dom de fazer com que o namorado dela ame você.
Eu: Também tenho o dom de ser burra o bastante para amá-lo também – Digo pra mim mesma e em seguida me levanto – Só vê se toma cuidado com ela, ta bom? Você sabe tudo que ela fez...
Pedro: Tudo bem... Onde vai?
Eu: Eu vou à minha antiga casa... Vou passar a noite lá – Eu já estava na porta –
Pedro: Sério? Por quê?
Eu: Não sei... Eu só sei que preciso ir pra lá.
Pedro: Ah, tudo bem, até mais.
Eu: Ainda vai estar aqui quando eu voltar, não vai?
Pedro: Acho que sim – Ele riu –

     Eu ri meio que forçada também e saí, forçada porque eu aço que ainda estava triste demais, eu não conseguia ficar nem dez minutos sem me lembrar. E agora eu tenho certeza de que o Pedro gosta dela, isso só faz a minha raiva voltar, mas eu cheguei a um ponto em que não me importo mais em me vingar, eu só preciso não pensar mais no que aquela garota me fez.
     Peguei um táxi até a minha rua, só que eu desci mais pra cima, eu queria passar na casa do Rafa, fazia tempo que eu não conversava com ele direito... Só que ele não estava em casa, então fui direto para minha casa. Chegando lá eu fui direto para o quarto da minha mãe, me deitei na cama dela abracei o travesseiro e tentei pensar em alguma lembrança boa que eu tinha com ela. Mas não durou muito tempo, porque a campainha tocou, me levantei e fui atender, pensando em quem poderia ser, ninguém alem do Pedro sabia que eu estava ali, então não imaginava de jeito nenhum quem seria.

Continua...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

10° Capítulo/2° Temporada - Better Than Revenge

Não pode ser verdade

Dias Depois
Marcela P.O.V
Já passara do meio-dia quando decidi ir até a casa da SeuNome, ela disse que iria me ajudar, mas não temos nos falado muito ultimamente, tenho até a impressão de que ela está me evitando, porque ela está sempre inventando uma desculpa de que está muito ocupada e essas coisas e eu sei que é mentira, só não o porquê.
     Cheguei ao apartamento dela e o Pedro me atendeu como sempre, ele estava sem camisa, o que já não é novidade, mas ainda me deixa desconfortável. Ele me mandou entrar e me sentar enquanto ia chamar a SeuNome, fiz o que ele disse e esperei. Logo ele voltou com uma cara confusa, se sentou à minha frente e continuou em silêncio.

Eu: Então...? – O encorajei a falar, eu não estava ali pra ficara olhando pra cara dele – Cadê ela?
Pedro: Ela não está...
Eu: Como assim? Você mora aqui com ela, não sabia que ela havia saído? – Perguntei confusa e desconfiada –
Pedro: Eu estava dormindo no sofá, achei que ela estava aí... – se explicou indiferente – Mas você pode ficar... A gente ainda não se falou muito desde, bem... Você sabe – Ele sorriu meio maliciosamente e eu senti que corei –
Eu: Tudo bem... Mas primeiro acho que deveria vestir uma camisa.
Pedro: Por quê? Eu te deixo desconfortável? – Falou irônico e logo depois riu e se levantou – Já volto.

     Ele saiu e eu encarei o corredor enquanto ele não voltava. É verdade, não nos falamos desde aquele dia, mas isso é opção minha, eu não sabia como encará-lo desde aquilo, só que já não ligo pra isso, eu só preciso agir como se nada tivesse acontecido e ficará tudo bem. Ele voltou com uma camisa dessa vez e se jogou do meu lado no sofá.

Pedro: Então... Como está indo com o namorado? – Disse e riu logo em seguida – Já descobriu quem é... “a outra”?
Eu: Não fala assim! – O repreendi e continuei – Não, eu não descobri e parece que ele está cada vez mais distante...
Pedro: Oh... E como... – Ele foi interrompido no meio da frase –

     SeuNome entrou distraído, percebi que seus olhos estavam um pouco vermelhos, assim que me viu levou um susto e tentou disfarçar.
Eu: Oi, SeuNome!
SeuNome: O que está fazendo aqui? – Disse seca e sem ao menos se mexer –
Eu: A gente pode conversar? – Tentei ignorar a frieza dela –
SeuNome: Agora não – Disse indo em direção ao quarto –
Eu: Mas você disse que me ajudaria com... – Ela me interrompeu –
SeuNome: Olha, garota, eu não to com paciência pra você agora! Vê se me deixa em paz!

     Não digo nada, só ouço o barulho da porta batendo. Nossa, eu nunca vi ela assim, ta certo que eu ainda não a conheço muito bem, mas... Olhei o Pedro e ele estava tão confuso quanto eu, será que nem ele sabe o que esta acontecendo com ela?

Eu: O que foi isso?
Pedro: Ela está de mal-humor...
Eu: Ah, sério? Nem notei – Digo irônica – Eu quis dizer, porquê? O que ela tem pra ficar assim?
Pedro: Sei lá... Deve ter brigado com o namorado – Disse rindo e eu o encarei –
Eu: Mas você é o namorado dela – Ele ficou sério e me encarou também –
Pedro: Ah é... – Tentou disfarçar – Então eu não sei, deve ser TPM.
Eu: Bom... – Me levantou – Eu já vou indo já que ela não pode me ajudar...
Pedro: Espera – Ele se levantou imediatamente – Eu posso te ajudar...
Eu: Não... Você não – Fui até a porta e ele me acompanhou –
Pedro: De mim você só quer uma coisa, não é mesmo – Sorriu maliciosamente de novo –
Eu: Pode parando, isso não vai acontecer novamente – Abri a porta, só que ele a fechou antes que eu saísse e me prensou na mesma – O... O que está fazendo?
Pedro: Nada... – Sorriu e com um tempo eu acabei sorrindo também e ele me beijou logo em seguida –
Eu: Você ficou louco? A SeuNome ta lá dentro!
Pedro: Eu sei e não estou nem aí – Riu e abriu a porta pra mim – Eu te ligo mais tarde...

     Eu não disse nada, só saí e ele mesmo fechou a porta, droga, não era pra isso acontecer de novo, eu tentava esquecer, mas quer saber? Que se dane, eu já fiz tanta coisa pior que isso parece até brincadeira...
    Saí de lá e pensei em ir até a casa do Michael, mas achei melhor não, ele ia ficar ignorando como tem feito esses ultimo dias, ele tem estado de muito mal-humor ultimamente, ta até pior que a SeuNome e eu não sei nem o porquê. Eu está indo até o ponto de taxi quando esbarrei em alguém, eu simplesmente bufei e ia continuar andando, mas alguém diz algo:

Xxx: Marcela?! – Olhei e, juro, fiquei muito surpresa por ver que era a Mari, eu já não a via há muito tempo – Minha nossa, é você mesma.
Eu: Pois é... Agora, se me der licença - Me virei, mas ela fez virar para ela de novo quando disse:
Mari: Acho que esse é o momento em que todo mundo volta e se encontrar... – Disse como se não fosse nada, mas despertou minha curiosidade –
Eu: O que quis dizer com isso?
Mari: O que você entendeu...
Eu: Mas de quem está falando?!
Mari: Ah, você não soube quem voltou? – Me olhou curiosa –
Eu: Não? Desembucha logo, garota! – Digo impaciente –
Mari: Nossa, que grossa! – Disse nojenta e se virou pra sair andando, mas eu segurei em seu pulso –
Eu: Espera... M-me desculpa – Falei envergonhada, odeio me desculpar, porque afinal, eu nunca estou errada mesmo, mas foi necessário – Por favor, fala quem é?
Mari: Bom, não sei se vai gostar de saber, afinal, é a pessoa que mais te odeia com certeza – Ela riu e isso me deixou mais aflita –
Eu: Quem é?! Fala logo!
Mari: A SeuNome, Marcela... A garota da qual você roubou o namorado e depois a humilhou – Ela disse com uma expressão séria e eu não digo nada – O que foi? Não vai dizer que não se lembra dela?
Eu: Eu não queria me lembrar disso... – Confessei derrotada – Era só isso? Estou indo.
Mari: Ok...

     Ela ainda saiu andando antes me mim, eu estava mais preocupada em pensar numa possibilidade... A SeuNome voltou e... Agora que eu me toquei que ela é incrivelmente parecida com a outra SeuNome, de que eu acabei de sair de sua casa, mas... Não, não pode ser a mesma, ela nunca ficaria tão próxima a mim assim, é impossível, ela me odeia...
     Peguei um táxi e fui pra casa tentando não pensar muito nisso, cheguei lá e fui para o meu quarto, me deitei e acabei cochilando de tanto que fiquei pensando e com aquela duvida na cabeça. Só acordei com meu celular tocando, eu me levantei, me apoiei na janela e olhei para a antiga casa da SeuNome enquanto atendia o telefone:

INICIO DA LIGAÇÃO
Eu: O que você quer?
Pedro: Nossa... É bom falar com você também, ta?
Eu: Desculpe... É que você me acordou, não me culpe! Mas o que foi?
Pedro: Bem, a SeuNome saiu agora, não quer vir pra cá?
Eu: Tem certe...? – Me interrompi quando vi a SeuNome descendo a rua – É, ela está aqui na minha rua, sabe onde ela vai?
Pedro: O que? Não, o que ela foi fazer aí? – Ele parecia aflito e eu continuei olhando até ela entrar na antiga casa da SeuNome, quer dizer... Agora já tenho certeza que é ela – Mah, o que foi?
Eu: Nada, eu... Eu vou desligar, ta bom?
Pedro: O que? Por quê?
Eu: Tchau...
FIM DA LIGAÇÃO

     Droga, é ela mesma, mas... Eu só não entendo porquê, não tem como ela ter me perdoado e é impossível que ela seja tão estúpida quanto eu para não lembrar. Nossa, como eu fui burra, eu deveria ter notado, sim, ela mudou bastante, está quase irreconhecível, mas mesmo assim...
    Não tive muito o que pensar, apenas saí e fui até a casa dela, eu precisava tirar aquela história a limpo, precisava saber o porque.
Continua...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

9° Capítulo/2° Temporada - Better Than Revenge

A verdade

SeuNome P.O.V
     Estou tão feliz que voltei a me encontrar com o Michael, mas ainda me sinto mal por ele não saber a verdade do porque comecei com tudo isso, eu preciso contar, sei que não é mais a minha intenção, mas não é certo ficar escondendo isso dele.
     Acordei com o maravilhoso som da voz dele, só que não estava falando comigo, então eu abri os olhos devagar e o vi, ele estava sentado na beira da cama falando ao telefone, me ajeitei na cama e prestei a tenção no que ele falava.

Michael:(...) Eu sei, Jason, eu sei(...) Mas eu não posso continuar com isso(...) Tenta me entender(...) Por favor, eu(...) - Suspirou - Ta bem(...) Depois a gente se fala - Desligou e eu vi ele olhando pra baixo derrotado - Droga! - Disse jogando o celular contra o chão -
Eu: Ei, o que foi? - Ele olhou pra mim assustado, não tinha percebido que eu estava acordada -
Michael: Nada... Eu só... Desculpa, eu não quis te acordar - Ele voltou a olhar para o outro lado e abaixou a cabeça novamente - É que não aguento mais isso.
Eu: Isso o que? Do que estavam falando? - Me sentei na cama -
Michael: Não é obvio? Sobre você, SeuNome... Ele não deixa eu terminar com a Marcela, disse que vai pegar mal para minha imagem, mas sinceramente eu não to nem ai pra isso, eu só quero ficar com você, só você - Explicou tudo rápido e me olhou -
Eu: Michael... Não deveria falar assim, ele só pensa no melhor pra você e... - Me interrompeu -
Michael: Não seu nome, esconder o que temos não é o melhor pra mim, eu quero poder gritar por ai que te amo, porque eu te amo, te amo mais que tudo - Ele disse parecendo agoniado -
Eu: O que disse? - Perguntei surpresa -
Michael: - Me olhou com o sorriso mais fofo do mundo - É isso mesmo, eu te amo, SeuNome.

     Eu arregalei os olhos e fiquei estática, droga, não era pra ser assim. Eu continuei sem dizer nada e olhei para baixo. Mas ainda consegui ver ele fazendo uma cara estranha e se virar completamente pra mim.

Michael: Não era essa resposta que eu esperava...
Eu: Droga! não era pra isso acontecer! - Digo pra mim mesma enquanto enquanto entrelaço minhas mãos em meus cabelos e os puxos com força - Não era pra ser assim, Mike, me desculpa...
Michael: Ei, o que ta acontecendo - Ele engatinhou na cama e ficou de joelhos na minha frente - Não se preocupa, não precisa se sentir obrigada a responder.
Eu: Não é esse o problema... Eu amo você também, não tenho a menor duvida disso - Ele sorriu - Mas... Droga, não era pra ser assim, você não pode amar a mim... Não pode amar alguém que está mentindo pra você, não pode! - Eu digo aflita, já sentindo as lágrimas saindo -
Michael: Calma, SeuNome - Ele segurou meu rosto e me fez olhar em seus olhos - Do que está falando? Como assim mentindo? - Perguntou calmo, mas eu sabia que ele estava preocupado - SeuNome, me fala a verdade, não vai mudar nada entre nós.
Eu: - Ri - Você não tem ideia de como vai mudar... Mas eu não aguento mais... Não quero mais mentir.
Michael: Então fala... - Me encorajou -
Eu: Ok... - Já vi que não seria fácil, já que estava chorando antes mesmo de começar a contar - Bem, anos atrás quando eu ainda morava aqui no rio eu conheci a Marcela, nós viramos amigas e...
Michael: Eu não estou entendendo, SeuNome, o que a Marcela tem haver com isso? - Disse me interrompendo -
Eu: Você já vai entender - Ele concordou com a cabeça e eu continuei - Eu namorava com o Thomas e... - Respirei fundo enquanto via a expressão dele ficar confusa - Eles me traíram por muito tempo antes de eu descobrir tudo... Enfim, depois de tudo eu fui embora e quando voltei... Eu te vi naquela festa e...
Michael: Sou sua vingança... - Afirmou soltando meu rosto e olhando pra baixo triste - Não... Não é possível... Fala que isso não é verdade, por favor, SeuNome - Levantou o rosto e seus olhos já estavam vermelhos -
Eu: Não... Essa é a verdade... Sinto muito - Eu olhei pra baixo dessa vez e continuei chorando - Mas não deu certo... Porque eu me apaixonei por você, na verdade gostei de você antes mesmo de saber que você era namorado dela e depois... Eu só conseguia pensar no ódio que eu sentia por ela, não pensei que daria nisso.
Michael: Você só estava me usando - Ele se afastou de mim o máximo que podia - Não pode ser... Eu... Eu na verdade nem te conheço... Porque com certeza a SeuNome que eu amo não faria isso nunca - Levantou da cama e foi em direção a porta -
Eu: Onde você vai?
Michael: Não te interessa.
Eu: Mike, não faz isso...
Michael: Não faz o que?! Que droga, SeuNome! Você só queria me usar, quer que eu reaja como? - Disse bravo sem ao menos me olhar - Eu vou sair e quando voltar não quero que esteja aqui, não quero mais te ver e não quero que me procure mais... Adeus - Saiu -
Eu: Michael, eu te amo, por favor, lembre-se disso - Digo já sem esperança de que ele esteja ouvindo -

     Me joguei novamente na cama, ainda chorando muito, nunca me senti tão mal em toda a minha vida, sinto que essa foi a coisa mais difícil que já fiz e acho que ele nunca mais vai me perdoar, mas eu mereço, eu menti pra ele, por muito tempo e ele está certo, eu só queria usar ele, só que eu falava sério quando disse que o amava, nunca senti por outra pessoa o que sinto por ele, nem com o Thomas.
     Eu apenas me levantei, peguei minhas coisas e fui embora, chegando lá, eu não respondi nem as perguntas do Pedro, só fui para o meu quarto, tranquei a porta, e me joguei na cama chorando. Chorei muito naquele dia, foi horrível, sentia como se tivessem arrancado um pedaço de mim, nunca senti tanta dor, não levantei da cama pra nada, só pensava no Michael em tudo que ele me disse, a única coisa que me confortava era voltar ao minuto em que ele disse que me amava, não sei se ainda voltaremos a ter alguma coisa, não sei nem se iremos nos ver de novo, a única certeza que tenho é que o amo e não vou desistir dele.

Michael P.O.V
     Acho que eu nunca me senti tão idiota, eu fui enganado esse tempo todo pela garota que eu amo, ou pelo menos achava que amava, não imaginei que doeria tanto assim, o pior é que já não consigo para de chorar, por que eu devia, eu devia simplesmente para de pensar nela, a SeuNome mentiu pra mim, não merece sequer uma lagrima minha.
     Está decidido, não quero mais nem olhar pra ela... Se ela foi capaz de mentir por tanto tempo ela seria capaz de qualquer outra coisa que faria eu me sentir ainda pior. Aquela hora eu estava de cabeça quente e a melhor coisa que fiz foi pegar meu skate e sair por aí sem rumo, sei lá, acho que isso me acalma um pouco e me acalmar é tudo que eu preciso. Fui até a pista de skate e fiquei lá a tarde toda, mas teve uma hora em que me cansei, sentei em cima do skate num canto afastado e fiquei olhando o movimento.

Xxx: Michael? - Olhei pra cima e era a Isah -
Eu: Oi Isah, o que faz aqui?
Isah: Marquei de encontrar com o Igor.
Eu: O Igor ta aqui? - Perguntei assustado enquanto olhava em volta -
Isah: Não, ele acabou de mandar uma mensagem dizendo que não vem.
Eu: Ah...
Isah: Está assim por causa da SeuNome, não é? - Perguntou indiferente -
Eu: Assim como? - Fingi indiferença também -
Isah: Sei lá, parece um pouco irritado e também triste - Não respondi - Está assim por causa dela, não é?
Eu: Sim... É por causa dela - Admiti meio envergonhado -

     Ela me encarou por mais um tempo sem saber o que dizer, depois revirou os olhos e se sentou ao meu lado, ficou mais um tempo olhando pra frente sem dizer nada, até finalmente soltar um longo suspiro e dizer:

Isah: O que aconteceu?
Eu: Não quero falar disso, por favor.
Isah: Se quer se sentir melhor o jeito é falando disso com alguém e... Não pode falar com mais ninguém, então...
Eu: Tudo bem... É que ela me contou que só ficou comigo para se vingar da Marcela, eu aposto que você já sabe, mas...
Isah: Ela te contou? - Me olhou surpresa - Por que ela fez isso?
Eu: Por que eu disse que a amo - Digo rápido antes mesmo de pensar, eu queria não ter dito -
Isah: - Riu - O cara que se apaixona pela amante - Disse voltando a olhar pra frente -
Eu: Olha quem fala, a garota que se apaixona pelo melhor amigo.
Isah: O Igor não era meu melhor amigo - Disse estranhando -
Eu: Não estou falando do Igor, você sabe.
Isah: Tudo bem, o assunto aqui não sou eu, e pode ter certeza que a SeuNome te ama também, isso é fato.
Eu: Se ela me ama porque me fez de idiota?
Isah: Bom... Pra começar tudo não foi ideia dela, Michael, foi eu que empurrei ela pra você... Ela não queria te usar pra isso, mas eu...
Eu: O que? Por que fez isso? - Perguntei bravo olhando ela -
Isah: Porque o Igor estava afim dela e eu achei que se ela se envolvesse com você não iria querer nada com ele... - Confessou e olhou pra baixo -
Eu: Nossa - Digo surpreso - Pensei que fossem amigas.
Isah: E somos, mas... Sei lá, nem tanto, sabe? - Me explicou meio confusa - Mas não culpe ela, foi ideia minha aquilo tudo e ela até desistiu de tudo por sua causa. Duas vezes.
Eu: Desistiu? - A encarei e ela assentiu - E porque ela parece tão amiga da Marcela?
Isah: Bom, ela queria que a Marcela fosse traída por uma amiga, assim como aconteceu com ela, mas ela desistiu de tudo por você, Michael, tem que perdoar a SeuNome, ela te ama.

     Eu nem me dei ao trabalho de responder e a Isah também não ligou pra isso, melhor assim, eu não vou perdoar a SeuNome, não tem como esquecer o que ela me fez. Mas acima de tudo foi bom saber que ela chegou a desistir de tudo por mim, fez eu me senti um pouco menos mal.

Isah: Bom, Michael, eu sou a pessoa mesmo recomendada para te dar um conselho agora... - Ela disse se levantando - Mas eu espero que vocês se acertem, tenta dar uma chance pra ela...

     Não digo nada mais uma vez e ela simplesmente deu um sorriso torto e saiu andando. Eu não vou fazer isso, não vou perdoar ela, não importa o que me digam, não importam o que ela me diga, não vou voltar atrás sobre isso. O que tenho que fazer é esquecer de tudo, esquecer que conheci ela, esquecer tudo... O ruim é que pra isso, terei que abrir mão dos meus melhores momentos, porque foram todas com ela...
Continua...

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