Eu cheguei em casa acho e já havia passado de meia-noite, fui direto pro meu quarto, quando acendi a luz vi que tinha alguém dormindo na minha cama, não sabia que o Pedro ia chegar tão cedo, mas então eu vi um pontinho loiro lá e percebi que era o Michael dormindo, então era por isso que ele não atendia, porque estava dormindo.
Michael ficava tão lindo dormindo, eu me sentiria culpada se acordasse ele, então eu apenas troquei de roupa e me deitei ao lado dele, não queria dormir, só queria ficar olhando pra ele.
[...]
Fui acordada pelo Michael me beijando, até hoje não descobri jeito melhor de acordar.
Michael: Bom dia, princesa!
Eu: Bom dia - Digo preguiçosa - Espera aí, já está de dia? - Levantei um pouco e o quarto estava claro por conta da janela aberta -
Michael: Desculpa, eu...
Ele foi interrompido por um beijo meu e o nosso beijo foi interrompido por alguém entrando. Pedro estava tentando entrar de fininho, provavelmente para não ter que explicar o motivo de estar chegando de manhã, só que ele não tem que explicar nada, não estamos mais namorando. Então ele ficou parado quando nos viu, olhando pra gente assustado.
Michael: Pedro? Calma, cara, não é o que você ta pensando! - Ele levantou da cama apressado - Eu só estava... Ham...
Pedro: Beijando minha namorada? - EX NAMORADA! - É, eu vi.
Michael: Não, que isso, eu só... É...
Eu e o Pedro olhamos um pra cara do outro e começamos a rir do desespero do Michael, que olhou pra mim confuso.
Michael: Por que estão rindo? Você devia estar apavorada - Disse pra mim e virou para o Pedro - E você deveria estar morrendo de raiva me mim.
Pedro: Bem, eu estou morrendo de sono, acho que vou ter que dormir no sofá, não é?
Eu: Correto, pro sofá.
Pedro: - Ele ia saindo e parou na porta pra olhar pra mim - Já contou pra ele?
Eu: Ainda não...
Ele assentiu com a cabeça e saiu.
Olhei Michael que estava me olhando confuso, eu ri mais uma vez e puxei ele de volta pra cama.
Michael: O que foi isso?
Eu: O Pedro sabe sobre nós.
Michael: Sério? Como ele descobriu?
Eu: Eu contei a ele e fica tranquilo, nós já terminamos.
Michael: E se ele contar pra Marcela?
Eu: Ele não vai contar, fica calmo - Beijei ele e me levantei - Desculpa por ontem, ta? É porque eu precisava ficar com uma amiga que perdeu a mãe.
Michael: Tudo bem...
Eu: - Me sentei na cama e o encarei séria - Eu... Queria te contar uma coisa... É importante.
Michael: - Ele sentou na cama ficando de frente pra mim - Pode falar o que quiser.
Eu: Ta... Mas é que eu tenho medo... De como você vai reagir.
Michael: Pode falar qualquer coisa, SeuNome... Eu to aqui com você, não estou ? - Ele se inclinou e me deu um selinho carinhoso -
Eu: É... Ta bom, lá vai... - Eu respirei fundo - Eu...
Eu fui interrompida pelo celular dele tocando, me senti aliviada, eu estava torcendo, pra não ter que contar. Michael me olhou meio que se desculpando e atendeu, ele falou alguma coisa com alguém que eu não estava interessada em saber o que e enquanto ele falava, adivinha? Fui até a janela pra olhar pra rua. Então ele finalmente desligou o telefone, veio até mim e me abraçou repousando o queixo em meu ombro.
Michael: Desculpa, mas é que eu tenho um compromisso com a banda.
Eu: Tudo bem, não tem problema.
Michael: Mas agora me diz o que você tinha pra me contar, parecia sério.
Eu: Bem... Na verdade não e nada de mais, esquece isso, ta bom?
Michael: Tem certeza?
Eu: Tenho sim... Você precisa ir quando?
Michael: Agora - Suspirou triste - Sinto muito, nem deu pra gente ficar junto, né?
Eu: É, mas você pode voltar mais tarde, não pode?
Michael: Acho que sim - Me soltou - Eu te ligo depois, ta?
Eu: Ta...
Me virei e ele estava saindo, eu fiz biquinho, ele riu e voltou até onde eu estava e me deu um de seus beijos deliciosos terminando com uma monte de selinhos e então me olhou meio triste de novo e saiu. Bem, em parte eu agradeço por ele ter recebido esse telefonema, só não queria que ele se fosse... nossa, acho que eu tenho andado muito melosa ultimamente, mas quem liga?
Uns minutos após ele ter saído o Pedro entra no quarto com cara de cansado e pula na cama, eu não disse nada e continuei apoiada na janela olhando pra ele.
Pedro: Ainda não contou por quê?
Eu: Ele teve um compromisso... Como foi com a Marcela ontem?
Pedro: Legal, Sabe? Ela não é tão ruim assim.
Eu: Ela foi minha melhor amiga durante meses e eu nunca desconfiei que ela ficava com meu namorado... Pedro, ela é falsa, vê se não caí no papinho dela, ouviu?
Pedro: Ok, agora eu to morrendo de sono, ta? - Ele virou pro lado e se ajeitou -
Eu o observei enquanto ele pegava no sono lentamente, depois saí do quarto e fui até a sala, liguei a TV e fiquei vendo um programa qualquer. Aff, eu preciso mesmo arrumar alguma coisa pra fazer. Então do nada a campainha começa a tocar e eu levantei apressada e fui atender, era a Marcela, eu estranhei, o que ela fazia ali? Imaginei o que iria acontecer se ela chegasse antes e pegasse o Michael ali.
Eu: Marcela?
Marcela: SeuNome, eu preciso da sua ajuda - Ela parecia aflita, o que eu podia fazer? -
Eu: Entra.
Eu abri espaço pra ela entrar, mesmo não querendo, eu não preciso mais fingir nada, só que não sabia como dizer isso, então acho melhor fingir mais um pouco. Ela deu um sorriso de lado, entrou e se sentou, eu fechei a porta e entrei também.
Eu: O que foi?
Marcela: Eu... Eu acho que o Michael ta me traindo - Eu arregalei os olhos e fiquei estática - Sabe ontem? Ele inventou que queria vir embora mais cedo porque estava cansado, eu disse que tudo bem, o que mais poderia ser, não é? - Eu continuei sem dizer nada - Mas quando eu voltei pra casa dele ele não estava lá, ele chegou agora pouco, SeuNome, ele não dormiu em casa, ele dormiu com alguém, eu tenho certeza - Parecia que ela estava começando a chorar -
Eu: Eu não sabia que você gostava tanto assim dele - Ta, saiu sem pensar -
Marcela: - Me olhou estranha - Como não? Ele é meu namorado, SeuNome, é claro que gosto dele.
Eu: Desculpa, é que vocês sempre são bem distantes... Mas quanto a isso, você não pode ter certeza, não é? Ele pode ter dormido em qualquer lugar.
Marcela: Não, eu tenho certeza, porque ele ficou surpreso em me ver e inventou que tinha que sir pra não dar nenhuma explicação.
Eu: Eu... Eu sinto muito.
Marcela: Então, você pode me ajudar?
Eu: Ajudar com o que?
Marcela: A descobrir quem é essa - Eu arregalei os olhos de novo -
Eu: Por que quer que EU ajude?
Marcela: Porque você é a única que eu confio, minhas amigas não iriam guardar isso pra elas se eu contasse - Quer dizer que ela confia em mim? Sinceramente eu sou a ultima pessoa em que ela pode confiar mas... -
Eu: Ta, eu te ajudo.
Marcela: - Sorriu - Valeu.
Eu: Sabe? Eu também posso precisar da sua ajuda... O Pedro chegou hoje cedo também.
Marcela: - Ela me olhou surpresa - Não... o Pedro estava comigo.
Eu: Como é? - Me fingi de desentendida -
Marcela: Olha, nós ficamos até tarde na festa e depois fomos pra um barzinho e ficamos conversando a noite toda, ele é muito legal SeuNome, você tem sorte de ter alguém como ele.
Eu fiquei parada sem dizer nada de novo, ela foi sincera comigo, esse é um lado dela que jurava que não existia, na hora eu tive vontade de contar tudo a ela, mas e o medo? E outra como ela pode dizer que tenho sorte com ele, ela tem o Michael e fica reclamando e ele é mil vezes melhor que o Pedro, mas ela acha que ele traindo ela e está certa...
Marcela: SeuNome, tudo bem? Não ficou chateada, não é?
Eu: Não, ta tudo bem.
Marcela: Ah, que bom - Ela sorriu ainda meio tristonha - Eu nunca pensei que o Michael pudesse fazer isso comigo...
Então ela ficou falando do Michael pra mim, era estranho ver ela falando daquele jeito, eu pensei que ela não dava a minima, mas eu sei como se senti uma pessoa traída, é horrível se sentir trocada e a Marcela mais do que ninguém também tinha que sentir aquilo. Depois de um tempo com ela falando ela finalmente foi embora e eu voltei a ver TV porque não tinha nada pra fazer e ainda sim isso era melhor que ficar com a companhia da Marcela.
Michael: Tudo bem...
Eu: - Me sentei na cama e o encarei séria - Eu... Queria te contar uma coisa... É importante.
Michael: - Ele sentou na cama ficando de frente pra mim - Pode falar o que quiser.
Eu: Ta... Mas é que eu tenho medo... De como você vai reagir.
Michael: Pode falar qualquer coisa, SeuNome... Eu to aqui com você, não estou ? - Ele se inclinou e me deu um selinho carinhoso -
Eu: É... Ta bom, lá vai... - Eu respirei fundo - Eu...
Eu fui interrompida pelo celular dele tocando, me senti aliviada, eu estava torcendo, pra não ter que contar. Michael me olhou meio que se desculpando e atendeu, ele falou alguma coisa com alguém que eu não estava interessada em saber o que e enquanto ele falava, adivinha? Fui até a janela pra olhar pra rua. Então ele finalmente desligou o telefone, veio até mim e me abraçou repousando o queixo em meu ombro.
Michael: Desculpa, mas é que eu tenho um compromisso com a banda.
Eu: Tudo bem, não tem problema.
Michael: Mas agora me diz o que você tinha pra me contar, parecia sério.
Eu: Bem... Na verdade não e nada de mais, esquece isso, ta bom?
Michael: Tem certeza?
Eu: Tenho sim... Você precisa ir quando?
Michael: Agora - Suspirou triste - Sinto muito, nem deu pra gente ficar junto, né?
Eu: É, mas você pode voltar mais tarde, não pode?
Michael: Acho que sim - Me soltou - Eu te ligo depois, ta?
Eu: Ta...
Me virei e ele estava saindo, eu fiz biquinho, ele riu e voltou até onde eu estava e me deu um de seus beijos deliciosos terminando com uma monte de selinhos e então me olhou meio triste de novo e saiu. Bem, em parte eu agradeço por ele ter recebido esse telefonema, só não queria que ele se fosse... nossa, acho que eu tenho andado muito melosa ultimamente, mas quem liga?
Uns minutos após ele ter saído o Pedro entra no quarto com cara de cansado e pula na cama, eu não disse nada e continuei apoiada na janela olhando pra ele.
Pedro: Ainda não contou por quê?
Eu: Ele teve um compromisso... Como foi com a Marcela ontem?
Pedro: Legal, Sabe? Ela não é tão ruim assim.
Eu: Ela foi minha melhor amiga durante meses e eu nunca desconfiei que ela ficava com meu namorado... Pedro, ela é falsa, vê se não caí no papinho dela, ouviu?
Pedro: Ok, agora eu to morrendo de sono, ta? - Ele virou pro lado e se ajeitou -
Eu o observei enquanto ele pegava no sono lentamente, depois saí do quarto e fui até a sala, liguei a TV e fiquei vendo um programa qualquer. Aff, eu preciso mesmo arrumar alguma coisa pra fazer. Então do nada a campainha começa a tocar e eu levantei apressada e fui atender, era a Marcela, eu estranhei, o que ela fazia ali? Imaginei o que iria acontecer se ela chegasse antes e pegasse o Michael ali.
Eu: Marcela?
Marcela: SeuNome, eu preciso da sua ajuda - Ela parecia aflita, o que eu podia fazer? -
Eu: Entra.
Eu abri espaço pra ela entrar, mesmo não querendo, eu não preciso mais fingir nada, só que não sabia como dizer isso, então acho melhor fingir mais um pouco. Ela deu um sorriso de lado, entrou e se sentou, eu fechei a porta e entrei também.
Eu: O que foi?
Marcela: Eu... Eu acho que o Michael ta me traindo - Eu arregalei os olhos e fiquei estática - Sabe ontem? Ele inventou que queria vir embora mais cedo porque estava cansado, eu disse que tudo bem, o que mais poderia ser, não é? - Eu continuei sem dizer nada - Mas quando eu voltei pra casa dele ele não estava lá, ele chegou agora pouco, SeuNome, ele não dormiu em casa, ele dormiu com alguém, eu tenho certeza - Parecia que ela estava começando a chorar -
Eu: Eu não sabia que você gostava tanto assim dele - Ta, saiu sem pensar -
Marcela: - Me olhou estranha - Como não? Ele é meu namorado, SeuNome, é claro que gosto dele.
Eu: Desculpa, é que vocês sempre são bem distantes... Mas quanto a isso, você não pode ter certeza, não é? Ele pode ter dormido em qualquer lugar.
Marcela: Não, eu tenho certeza, porque ele ficou surpreso em me ver e inventou que tinha que sir pra não dar nenhuma explicação.
Eu: Eu... Eu sinto muito.
Marcela: Então, você pode me ajudar?
Eu: Ajudar com o que?
Marcela: A descobrir quem é essa - Eu arregalei os olhos de novo -
Eu: Por que quer que EU ajude?
Marcela: Porque você é a única que eu confio, minhas amigas não iriam guardar isso pra elas se eu contasse - Quer dizer que ela confia em mim? Sinceramente eu sou a ultima pessoa em que ela pode confiar mas... -
Eu: Ta, eu te ajudo.
Marcela: - Sorriu - Valeu.
Eu: Sabe? Eu também posso precisar da sua ajuda... O Pedro chegou hoje cedo também.
Marcela: - Ela me olhou surpresa - Não... o Pedro estava comigo.
Eu: Como é? - Me fingi de desentendida -
Marcela: Olha, nós ficamos até tarde na festa e depois fomos pra um barzinho e ficamos conversando a noite toda, ele é muito legal SeuNome, você tem sorte de ter alguém como ele.
Eu fiquei parada sem dizer nada de novo, ela foi sincera comigo, esse é um lado dela que jurava que não existia, na hora eu tive vontade de contar tudo a ela, mas e o medo? E outra como ela pode dizer que tenho sorte com ele, ela tem o Michael e fica reclamando e ele é mil vezes melhor que o Pedro, mas ela acha que ele traindo ela e está certa...
Marcela: SeuNome, tudo bem? Não ficou chateada, não é?
Eu: Não, ta tudo bem.
Marcela: Ah, que bom - Ela sorriu ainda meio tristonha - Eu nunca pensei que o Michael pudesse fazer isso comigo...
Então ela ficou falando do Michael pra mim, era estranho ver ela falando daquele jeito, eu pensei que ela não dava a minima, mas eu sei como se senti uma pessoa traída, é horrível se sentir trocada e a Marcela mais do que ninguém também tinha que sentir aquilo. Depois de um tempo com ela falando ela finalmente foi embora e eu voltei a ver TV porque não tinha nada pra fazer e ainda sim isso era melhor que ficar com a companhia da Marcela.
Continua...

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